A saúde de um Pug

 Os Pugs são cães que têm excelente saúde, apresentando, de modo geral, muita longevidade. É comum que vivam mais do que 14 anos.

No entanto, como todas as raças, apresentam alguns "pontos fracos", com relação à saúde. Os principais são os seguintes:

Os Pugs apresentam dois pontos fracos principais: os seus olhos, que ficam muito expostos a acidentes, pois são proeminentes e não existe um focinho longo para atuar como "pára-choques", e as suas vias aéreas superiores, que são curtas, ocasionando prejuízo no preparo e condicionamento do ar inalado. Um terceiro pode ser considerado: a pele. Os Pugs apresentam pré-disposição à dermatites, por isso é importante investir numa boa alimentação (ração super-premium), escovação diária e POUQUÍSSIMOS BANHOS. Acredite, quanto menos, melhor.

Com relação aos olhos, deve-se ter muito cuidado com plantas espinhosas, gatos e suas unhas, e qualquer coisa pontiaguda que possa ferir os olhos do Pug se ele esbarrar nela. Além disso, as unhas do Pug devem ser mantidas curtas, principalmente as do quinto-dedo (dedão da mão), pois ele pode se machucar ao esfregar a cara com as patas dianteiras. Deve-se ter muita atenção com qualquer alteração nos olhos de um Pug, como secreções purulentas, áreas esbranquiçadas, manchas, etc. Se for detectada qualquer alteração, o Médico Veterinário deve ser consultado imediatamente.

Com relação ao problema respiratório, comum em todas as raças braquicéfalas, ou seja, que apresentam focinho muito curto, devem ser tomadas algumas precauções. O principal problema ocorre porque o ar inspirado não é condicionado apropriadamente, como por exemplo, o ar frio não é suficientemente aquecido, e o ar quente não é suficientemente esfriado, antes de ir para os pulmões (ver "SÍNDROME DO CÃO BRAQUICÉFALO").

Devido a esta "limitação" respiratória, os Pugs não são aptos a exercícios rigorosos, como corridas. Podem (e devem) ser submetidos a exercícios moderados, como caminhadas, que devem ser gradativamente aumentados, para se acostumarem com eles. Além disso, sua dificuldade respiratória é agravada em dias muito quentes, quando podem apresentar o chamado "estresse do calor", que pode levar à morte por parada respiratória. Em dias quentes, os Pugs não devem ser exercitados e devem ser protegidos do calor. Um exemplo de estresse do calor que pode levar à morte, é o que acontece quando um Pug fica preso em um carro fechado, no sol, em um dia muito quente. Ele pode entrar em choque e morrer em apenas 30 minutos. Por isso, muito cuidado nesse sentido.

Outro cuidado muito importante que deve-se ter com um Pug é durante a anestesia: os Pugs podem morrer durante uma anestesia geral, dependendo do tipo de anestésico e da técnica utilizada. Fale com o seu Médico Veterinário sobre isto.